Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão adverte países do Golfo contra ajuda militar aos Estados Unidos
"Qualquer assistência ou facilitação prestada às Forças Armadas agressoras dos EUA equivale à participação em operações militares", advertiu o chefe do Estado-Maior iraniano, Ali Abdullahi.
O Irão advertiu os países do Golfo, esta quarta-feira, contra a prestação de qualquer assistência às forças armadas dos Estados Unidos, após a decisão dos Emirados Árabes Unidos de suspender o comércio com Teerão, no meio da escalada das tensões regionais.
"Parece improvável que um número tão grande de aeronaves militares, incluindo aviões de reabastecimento, esteja estacionado em bases regionais sem o conhecimento dos países anfitriões", sublinhou o general Ali Abdullahi.O porta-aviões USS George Washington foi projetado para o Médio Oriente, tendo em vista substituir o USS Abraham Lincoln.
Vários países do Golfo albergam instalações militares americanas.
Apesar da diminuição das hostilidades desde os ataques iniciais israelo-americanos e da retaliação iraniana, as tensões na região continuam elevadas após quase seis meses de guerra.
Emirados suspendem comércio com o Irão
Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irão, na terça-feira, de disparar dois mísseis balísticos que caíram ao mar, visando embarcações marítimas. De seguida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou, na sua conta de Facebook, a suspensão de todas as transações comerciais e financeiras com o Irão até novas ordens.
"Todas as transações comerciais, financeiras e operacionais com o Irão estão suspensas até ordem em contrário", anunciou Afra Al Hameli.
Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, os dois mísseis tinham como alvo navios e caíram ao mar, naquele que constitui o primeiro ataque detetado contra o país em vários meses.
Teerão negou o lançamento de mísseis no Golfo, rejeitando categoricamente as acusações dos Emirados Árabes Unidos.
No entanto, o Ministério da Defesa dos Emirados afirmou que "as análises realizadas mostraram que os dois mísseis balísticos detetados partiram do Irão".Antes, o Ministério do Interior dos Emirados emitiu um alerta telefónico, instando a população a procurar abrigo face às "ameaças dos mísseis".
O Ministério da Defesa declarou inicialmente que os mísseis tinham como alvo o território, antes de esclarecer que "estavam direcionados para a navegação marítima" e que "o primeiro míssil caiu fora das águas territoriais, enquanto o segundo caiu dentro das águas territoriais".
Este alerta público foi o primeiro desde julho, quando foi enviada uma mensagem de aviso para um ataque que, no final, não atingiu o território. Outro falso alarme também foi acionado em junho.
O porta-voz iraniano, Esmail Baghai, considerou as acusações dos Emirados Árabes Unidos "prejudiciais" para a confiança regional e para os esforços de segurança.
Os Emirados Árabes Unidos são um importante centro financeiro e comercial no Golfo. O país, que alberga uma grande comunidade iraniana, estava entre os principais parceiros do Irão nestas áreas antes do início da guerra.
Mas, durante a primeira fase da guerra no Médio Oriente, desencadeada a 28 de fevereiro pelos ataques israelitas e americanos contra o Irão, Teerão lançou quase três mil ataques contra os EAU, tornando-os o seu principal alvo de retaliação.Tráfego no Estreito de Ormuz diminui
O tráfego marítimo através do estreito de Ormuz diminuiu, segundo dados divulgados esta quarta-feira, com a maioria dos armadores a evitar a importante via navegável devido à falta de sinalização clara sobre a sua reabertura após o bloqueio imposto durante a guerra com o Irão.Seis navios de carga atravessaram o estreito na terça-feira, segundo dados da Kpler até às 02h58 GMT (03h58 em Lisboa), um número inferior aos nove do dia anterior e abaixo da média diária de 11 dos últimos dez dias.
O tráfego de entrada incluiu um navio petroleiro de grande porte vazio que seguia o lado omanita do estreito, bem como dois petroleiros, um de médio porte e outro intermédio, como mostram os dados.
Dois navios-tanque de médio porte e um navio pós-Panamax deixaram o estreito.
Na terça-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não estavam em curso negociações com o Irão e insistiu que o Estreito de Ormuz estava aberto, contradizendo a afirmação iraniana de que permanecia fechado à navegação.
Antes da guerra, esta via navegável era responsável por um quinto das remessas mundiais de petróleo bruto e gás natural liquefeito.
Com as preocupações de segurança a restringir as remessas de petróleo para o maior importador mundial, dois gigantes chineses do transporte marítimo, que antes da guerra transportavam metade das suas importações de petróleo do Médio Oriente, mantiveram os seus navios-tanque fora do Estreito de Ormuz e do Estreito de Bab el-Mandeb desde o final de Julho, segundo a empresa de rastreio de navios-tanque Vortexa e um corretor naval.
No estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, onde os houthis iemenitas declararam um bloqueio naval à Arábia Saudita a 20 de julho, os dados da Kpler mostraram 30 trânsitos de navios mercantes durante o fim de semana, um aumento em relação aos 19 da semana anterior.
"Parece improvável que um número tão grande de aeronaves militares, incluindo aviões de reabastecimento, esteja estacionado em bases regionais sem o conhecimento dos países anfitriões", sublinhou o general Ali Abdullahi.O porta-aviões USS George Washington foi projetado para o Médio Oriente, tendo em vista substituir o USS Abraham Lincoln.
Vários países do Golfo albergam instalações militares americanas.
Apesar da diminuição das hostilidades desde os ataques iniciais israelo-americanos e da retaliação iraniana, as tensões na região continuam elevadas após quase seis meses de guerra.
Emirados suspendem comércio com o Irão
Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irão, na terça-feira, de disparar dois mísseis balísticos que caíram ao mar, visando embarcações marítimas. De seguida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou, na sua conta de Facebook, a suspensão de todas as transações comerciais e financeiras com o Irão até novas ordens.
"Todas as transações comerciais, financeiras e operacionais com o Irão estão suspensas até ordem em contrário", anunciou Afra Al Hameli.
Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, os dois mísseis tinham como alvo navios e caíram ao mar, naquele que constitui o primeiro ataque detetado contra o país em vários meses.
Teerão negou o lançamento de mísseis no Golfo, rejeitando categoricamente as acusações dos Emirados Árabes Unidos.
No entanto, o Ministério da Defesa dos Emirados afirmou que "as análises realizadas mostraram que os dois mísseis balísticos detetados partiram do Irão".Antes, o Ministério do Interior dos Emirados emitiu um alerta telefónico, instando a população a procurar abrigo face às "ameaças dos mísseis".
O Ministério da Defesa declarou inicialmente que os mísseis tinham como alvo o território, antes de esclarecer que "estavam direcionados para a navegação marítima" e que "o primeiro míssil caiu fora das águas territoriais, enquanto o segundo caiu dentro das águas territoriais".
Este alerta público foi o primeiro desde julho, quando foi enviada uma mensagem de aviso para um ataque que, no final, não atingiu o território. Outro falso alarme também foi acionado em junho.
O porta-voz iraniano, Esmail Baghai, considerou as acusações dos Emirados Árabes Unidos "prejudiciais" para a confiança regional e para os esforços de segurança.
Os Emirados Árabes Unidos são um importante centro financeiro e comercial no Golfo. O país, que alberga uma grande comunidade iraniana, estava entre os principais parceiros do Irão nestas áreas antes do início da guerra.
Mas, durante a primeira fase da guerra no Médio Oriente, desencadeada a 28 de fevereiro pelos ataques israelitas e americanos contra o Irão, Teerão lançou quase três mil ataques contra os EAU, tornando-os o seu principal alvo de retaliação.Tráfego no Estreito de Ormuz diminui
O tráfego marítimo através do estreito de Ormuz diminuiu, segundo dados divulgados esta quarta-feira, com a maioria dos armadores a evitar a importante via navegável devido à falta de sinalização clara sobre a sua reabertura após o bloqueio imposto durante a guerra com o Irão.Seis navios de carga atravessaram o estreito na terça-feira, segundo dados da Kpler até às 02h58 GMT (03h58 em Lisboa), um número inferior aos nove do dia anterior e abaixo da média diária de 11 dos últimos dez dias.
O tráfego de entrada incluiu um navio petroleiro de grande porte vazio que seguia o lado omanita do estreito, bem como dois petroleiros, um de médio porte e outro intermédio, como mostram os dados.
Dois navios-tanque de médio porte e um navio pós-Panamax deixaram o estreito.
Na terça-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não estavam em curso negociações com o Irão e insistiu que o Estreito de Ormuz estava aberto, contradizendo a afirmação iraniana de que permanecia fechado à navegação.
Antes da guerra, esta via navegável era responsável por um quinto das remessas mundiais de petróleo bruto e gás natural liquefeito.
Com as preocupações de segurança a restringir as remessas de petróleo para o maior importador mundial, dois gigantes chineses do transporte marítimo, que antes da guerra transportavam metade das suas importações de petróleo do Médio Oriente, mantiveram os seus navios-tanque fora do Estreito de Ormuz e do Estreito de Bab el-Mandeb desde o final de Julho, segundo a empresa de rastreio de navios-tanque Vortexa e um corretor naval.
No estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, onde os houthis iemenitas declararam um bloqueio naval à Arábia Saudita a 20 de julho, os dados da Kpler mostraram 30 trânsitos de navios mercantes durante o fim de semana, um aumento em relação aos 19 da semana anterior.
Não houve rastreio de carregamentos de petróleo saudita.
c/ agências